the simpsons classic line #89
Mayor Quimby: "can't we have one meeting that doesn't end with digging up a corpse?
i shall say this only once...
Mayor Quimby: "can't we have one meeting that doesn't end with digging up a corpse?
01 tom waits - orphans 02 jj cale & eric clapton - the road to escondido 03 m. ward - transfiguration of vincent/transistor radio/post-war 04 albert hammond jnr - yours to keep 05 ali farka touré - savane 06 midlake - the trials of van ocupanther 07 regina spektor - begin to hope 08 the pipettes - we are the pipettes 09 the fratellis - costello music 10 sufjan stevens - the avalanche 11 richard hawley - coles corner 12 amy winehouse - back to black 13 lila downs - la cantina entre copa y copa 14 nina simone - broadway blues ballads 15 sonic youth - rather ripped 16 the modern jazz quartet - reunion at budokan
hello blog. long time no see...
Júlio César tinha a Gália; Bush tem rancor.
para quem gosta de fotografia de rua fica a recomendação:Superintendant Chalmers: "But I'm a public servant. I can't use my own judgment."
"one hell of a place to make your fortune". mas constitui televisão de primeira! ian mcshane, no papel do dono de saloon al swearengen, entrou directamente no panteão dos maiores vilões da história cinematográfica. a ver. quando chegar... bem tarde devido ao colorido necessário da linguagem. apesar de 'fuck' ser 'pôrra' em português traduzido.
todos tínhamos sonhos em pequeno. ilusões a preto e branco que nos entravam em casa sem fundamento. "quando for grande quero ser astronauta" era a frase mais comum na altura. ver o armstrong aos pinchos na superfície lunar(?), a dar uma tacada de golfe na minha vívida imaginação. ou bombeiro como nos filmes. ou velocista estilo carl lewis ou edwin moses. outros tempos. outros sonhos quando estes eram permitidos pela inocência. mas a vida muda e todos mudamos com ela. aumentam as responsabilidades e os sonhos caiem como pedras soltas no desfiladeiro da vida. impõem-se decisões concretas, eficazes, cruas, sem lugar para sentimentalismos. há contas para pagar, prazos a cumprir, gente para falar. e os sonhos vão ficando esquecidos pelo tempo que tudo banaliza. porque agora toda a gente pode ser astronauta, até milionários judeus de new york pagam 20 milhões de dollars para darem uma voltinha espacial com os russos. ser bombeiro, afinal, é perigoso até nos filmes e paga mal; para mais, as mulheres foram substituindo o ideal masculino do imaginário viril uniformizado por fatos e gravatas de conforto financeiro e duplexes com vista para o rio. o atletismo está minado de drogados e cada vez menos acredito na veracidade e legitimidade dos resultados obtidos nas pistas mundiais. por isso vou andando com menos sonho do que desejaria. porque o sonho não pode mesmo comandar a vida como dizia a cantiga. pelo menos a partir de certa altura. mas recentemente tive uma epifania laboral no autocarro que transporta os passageiros do avião para o terminal na portela lisboeta: absorto em cansaço e pensamentos de fim de viagem, lembrei-me depois de o ver passar que gostava mesmo de ser era condutor do 'follow me' no aeroporto de lisboa. para quem não sabe, o 'follow me' é um fiesta ou jeep amarelo e preto, pintado à boavista, e conduzido a alta velocidade pelo tarmac do aeroporto por pseudo aspirantes a michael schumacher, que indicam aos pilotos para onde levarem o avião. como se eles não soubessem, coitados! ganham milhares de contos por mês e não sabem estacionar! eu entendo, o aeroporto da capital é tão grande que ainda se perdem e vão beber café ao prior velho. segundo consta nos anais aéreos, e na minha humilde experiência, é coisa lusitana, pois não existem em mais lugar nenhum da europa ou do mundo civilizado. se o carro é rápido, mais ainda é o condutor do dito, normalmente baixinho mas altivo, sempre de óculos escuros e fitinha à beto ao pescoço, a sair do carro a grande velocidade para acabar o serviço à mão, gesticulando para o cockpit com ares de ballerina sonolenta. "vá lá pôrra, que tenho a gaja ao telefone e o lufthansa chega daqui a dez minutos...". no outro dia a pressa era tanta que acabou por abalrroar um carrinho de golfe que puxava as malas do voo de ponta delgada. muito açoreano deve ter entrado no continente sem muda de roupa interior. para não falar no queijinho da ilha para a família. nem a propósito, o plano anual de exploração dos aeródromos regionais da sata - gestão de aeródromos, s.a. - prevê a aquisição de viaturas 'follow me' para os aeródromos do pico, são jorge e graciosa. adivinha-se cerrada competição pela conquista dos postos de trabalho, particularmente na ilhas esquecidas pelo tempo onde aterra um ou dois mosquitos por dia. bastava ter pintado o carro da junta de freguesia e coordenado horários com a padaria para não interferir na distribuição dos papo-secos...
li hoje de manhã que a direcção geral de saúde (dgs) está ainda a tentar identificar o insecto misterioso que desde sexta-feira tem aparecido em grande número nas zonas costeiras da grande lisboa. que "poderá ser ou não um mosquito mas que em portugal não há conhecimento, nos últimos anos, de transmissão de doenças através de mosquitos". estarão à espera de um "ufffffffa" de alívio a nível nacional? porque não me parece que tal vá acontecer. porque raio não me sinto mais descansado? porque terei a sensação de, mais uma vez, uma entidade oficial como a dgs não estar minimamente preparada para explicar e/ou agir sobre algo que cai sobre a sua jurisdição mas que parece estar a ser tomado de ânimo leve, no deixa ver... como o departamento de reclamações de qualquer empresa, por exemplo uma seguradora: "só tomamos providências se houverem mais de 10 queixas sobre a mesma coisa; senão deixa estar!" claro que a recente e fora de tempo vaga de calor é susceptível de atrair todo o tipo de bicheza alienígena à costa portuguesa. claro que as criaturas demoram menos tempo a completar o ciclo reprodutivo. mas poderiam ter lançado um comunicado mais elaborado cá para fora, ou pelo menos uma explicação que fizesse sentido e tranquilizasse a população a respeito da praga verde e voadora que resolveu visitar a costa lisboeta este fim de semana. para além de umas traças com pinta de evil knievel. apanhei uns poucos cá em casa para prontamente os devolver ao estio antecipado de maio lá fora. e fiquei na dúvida se o lixo esquecido na varanda teve alguma coisa a ver com os visitantes inesperados...
chris mason, um expat a trabalhar em dili, timor leste, envia este relato da atmosfera que se vive na cidade:
parece que está na moda ler murakami. ou melhor, de repente a última obra do grande escritor contemporâneo japonês haruki murakami, "kafka à beira-mar", está presente praticamente em todo o lado onde se pode comprar um livro hoje em dia: livrarias e bombas de gasolina, hipermercados, estações de correio, casas de pasto e de alterne. até já foi hertzianamente mencionado pela mulher do ex ministro vaidoso que perdeu a corrida à câmara de lisboa recentemente num magazine semanal de cultura no segundo canal da televisão pública. ainda bem que tal acontece, por uma lado. murakami é um escritor prodigioso e verdadeiramente original que merece toda a atenção do público leitor. o consumo das suas obras é obrigatório para quem se interessa realmente pela leitura e os mundos fantásticos onde esta nos transporta vezes sem conta. pode ser até que se publiquem mais livros do autor em português, apesar de se ter começado a traduzir a sua obra pelo fim, bem ao jeito português, e sem qualquer menção ao tradutor original de japonês para inglês, porventura a parte mais complicada do trajecto. por outro lado, o fast consumo da obra de murakami não será proveitoso para a integridade da mesma, que deverá ser encarada como um todo dividido em capítulos-livros, mesmo os de não-ficção, nomeadamente o excelente "underground" sobre o atentado com gases químicos no metro de tókyo em 1995 ou "after the quake". como é impossível apanhar todos os livros do autor, muito menos pela ordem cronológica que se deveria aplicar neste caso particular, a meu ver, como fã incondicional do corpo de trabalho do escritor, todos os eventuais leitores de murakami deveriam começar por "norwegian wood", uma história semi autobiográfica sobre a vida universitária japonesa, uma história bela e simples sobre o primeiro amor, desesperado e sem esperança, de Toru, um rapaz como tantos outros que tenta simplesmente ser e saber estar. se gostarem - é impossível outro resultado - deverão passar para a obra prima do autor, "the wind-up bird chronicle", infelizmente ainda não editado em português: uma confusão gloriosa, uma história cheia de histórias, um casamento desfeito misteriosamente, um gato que desaparece, a superficialidade da política contemporânea, memórias de guerra dolorosas, etc. a genialidade de contador de histórias de murakami - combinando elementos de humor, ficção detective, verdades metafísicas, enquanto transforma realismo banal em revelações completamente surreais - está presente ao máximo neste livro único, autêntica tour de force literária. ao deixar correr a sua imaginação, ao soltá-la num contexto político e social, temos a alma retratada de um país mergulhado em violência no final do século passado. enquanto o oriente tenta encontrar o ocidente. a velha história do east meets west. e ninguém melhor que murakami para estabelecer essa ponte entre as duas culturas. viciante. livro e obra obrigatórios!
daryl cagle cartoonsassim vai o nosso portugal cosmopolita. na bomba espanhola da repsol em nenhures à espera do pão quente que está mesmo a sair, o ukraniano da caixa repara na foice e martelo estampados na camisola do angolano que pediu um café. "sabe que já fui a serpa e a grândola à procura das raízes do comunismo português?", dizia quase sem sotaque e ar orgulhoso para a plateia de dois. o meu sorriso não teve cumplicidade africana. a política do angolano era outra e tinha mais a ver com a bola; visivelmente alterado pela nega da fifa à inclusão do portista pedro emanuel na selecção da sua terra, esqueceu-se dos múltiplos convites - sempre negados pelo jogador - da federação angolana ao defesa-central do fcp para representar os palanquinhas. só que em ano de mundial, a vontade de ser angolano era bem diferente; um segundo vento patriota que não passou da carícia de uma brisa de final de tarde. "mas não faz mal, se ganharmos a portugal seremos campeões do mundo", foi a frase do dia que chocou o estabelecimento. mais ainda que a fotonovela do pintinho e da maria eliza estampada por toda a imprensa cor de rosa. muito pior do que o lcd da caixa registadora a pedir €1.34 por litro de '95 sem chumbo! mas a bola é redonda e é um jogo de duas partes, para meter as frases-feitas. apesar de ser tão improvável como um dia quente no inferno ou voltarmos ao comunismo no alentejo. ou como a descida no preço da gasolina mas que tinha piada...
para fazer um em casa, bastam quatro ingredientes base: leite, gelo, morangos e açúcar. baunilha é opcional. mais coisa menos coisa. agora vejamos os ingredientes que podemos encontrar no mesmo produto, por exemplo, num restaurante de fast-food da cadeia mcdonald's: natas de leite gordo e magro, açúcar, soro de leite coalhado, xarope de milho rico em frutose, monoglicéridos e diglicéridos, goma de celulose, fosfato de sódio, ácido cítrico, E129 e sabor artificial de morango. e o que contém o "sabor artificial de morango?" apenas todos estes químicos deliciosos: vai em inglês no original para ser mais rápido...Homer: "If The Flintstones has taught us anything, it's that pelicans can be used to mix cement."
uma webcam colocada num ninho de águias carecas americanas pacientemente a incubarem dois ovos captivou pessoas de todo o mundo e recebe cerca de 10 milhões de visitas por dia. é, sem dúvida, um evento ornitológico de grande importância para a comunidade observadora de pássaros; os pintos estão para sair a qualquer momento e os visitantes online esperam testemunhar em directo o rebentar da casca. a webcam foi instalada por doug carrick, um contabilista reformado de 73 anos, depois de reparar que as águias se tinham aninhado no topo de uma árvore na sua propriedade na ilha de hornby, british columbia, canadá.depois de jantar em san francisco, acabámos a noite num pub irlandês junto ao hotel westin saint francis, ou "the shining", como é conhecido entre a comunidade voadora, onde normalmente ficamos hospedados. era tão típico como os originais da ilha esmeralda. acreditem que não é fácil transportar o ambiente de um pub irlandês tradicional para fora do seu genius loci, mas este conseguiu. o espanto é ser aqui na califórnia, bem longe da costa leste e dos focos normais de emigração irlandesa para a terra do tio sam. o barman era um cromo radicado por estas paragens há quase vinte anos. da velha guarda, portanto. quando em roma... pedi uma cerveja preta. o paddy tirou metade da pint de guinness, deixou-a repousar durante aproximadamente 3 minutos, honrando o tempo e tradição irlandesas para a cerveja assentar. tempo que permite também ao barman perguntar-te quem és, de onde vens e porque aqui estás. os outros (poucos) clientes escutam e abanam a cabeça. depois, acaba de encher a pint, alisa o topo com uma espátula e espera que dês o primeiro gole para continuar a conversa. "estáva-mos a falar da guerra e do bush, que grande sacana que ele me saiu"! "é verdade", respondi, "mas, apesar de pouco inteligente, ・um sacana esperto... tem que ser, para conseguir ter forjado a presidência dos eua." e a palheta prosseguiu nestes termos. o saddam, o blair, a união da velha europa e os dinheiros distribuídos para portugal e irlanda. para onde foi a massa. e para que bolsos, principalmente... risada geral. depois fomos à música, ao fado e à amiga sinead o'connor. não literalmente, claro, ainda por cima a rapariga já é freira ou coisa parecida. o que nos levou a falar de padres e bispos com um sex-drive bastante activo. e do carlos cruz. e do bill clinton e da mónica. "no more fat chicks", como diria o jay leno. as traineiras portuguesas e espanholas no mar da irlanda também navegaram por aqui. uma noite que se adivinhava longa afinal começava a ficar curta. a conversa estava óptima e a minha (nossa) opinião era sempre pertinente. "a sério?". "e o que acha de tal e tal?". já não me lembro de uma noite assim, com partilha de assuntos de forma tão amena e cordial. uma partilha de opiniões para ser digerida, em vez de desacordos para originar confrontos. tudo isto sem música, slot-machines ou televisão. as poucas interrupções que houve foi para servir mais umas pints aos presentes. uma noite quase perfeita num pub quase perfeito. uma noite que deixou uma sensação "quentinha" cá dentro, onde importa. especialmente quando acompanhada de 4 ou 5 pints de guinness. o vento fresco e brejeiro à saída do "molly's" ajudou no regresso ao hotel. com o ar condicionado no mínimo, (incluindo o volume!) dormi como um menino até ao cornbeef hash do pequeno-almoço no moulin rouge do koreano que joga bem golfe...
01 bonnie "prince" billy & matthew sweeney - superwolf 02 calexico - garden ruin 03 islands - return to the sea 04 donald fagen - morph the cat 05 howe gelb - 'sno angel like you 06 ron sexsmith - retriever 07 portugal.the man - waiter: you vultures 08 crooked fingers - dignity & shame 09 jason collett - idols of exile 10 monsieur gainsbourg revisited 11 dirty pretty things - waterloo to anywhere 12 the sounds - dying to say this to you 13 the zutons - tired of hanging around 14 the streets - hardest way to make a living 15 the duke spirit - cuts across the land 16 band of horses - everything all the time
cantavam os fans do north bank em highbury park a noite passada. não se deixou apanhar, como bom esquilo cinzento e londrino que é, mostrou mais fintas de corpo do que riquelme e ainda obrigou à interrupção do jogo das meias-finais da champions league entre o arsenal e o villareal durante 4 minutos. o árbitro preparava-se mesmo para lhe mostrar um cartão amarelo por perder tempo quando o sciurus griseus ( blog é cultura!) resolveu sair de campo e tomar banho mais cedo. foi talismático na vitória dos gunners no último jogo europeu de sempre no velho e histórico highbury antes de se mudarem para o moderníssimo ashburton grove no início da próxima temporada. well done my son...